quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Natal terá o 1o Sulamericano do ITFR

O RC de Natal Alecrim promoverá o primeiro campeonato Sulamericano do ITFR

O evento ocorrerá entre os dias 1 e 5 de maio próximo e tem como diretor do torneio Emanuele Romiti, que é o Diretor Técnico do ITFR para região norte do Brasil.

Lançado ontem, no site internacional do ITFR e já tendo confirmada a participação de um companheiro Argentino, uma companheira Paraguai e 10 brasileiros.

Contaremos com as belezas naturais da bela cidade de Natal e a acolhida especial dos companheiros dos RCs de Natal. Os jogos acontecerão nas 8 quadras de saibro do Aeroclube do Rio Grande do Norte. Está previsto na programação um coquetel de boas vindas e um jantar de abertura, no dia 1º, opções de turismo e um jantar de gala no encerramento, na noite do dia 4 de maio.

Acesse o site do ITFR - www.itfr.org, faça o seu login, acesse a página de calendário e clique no folheto de informações, ou clique ao lado para ir direto ao site.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Brasil vendeu caro a derrota na Davis

Equipe dos EUA elogia brasileiros em quadra, mas Isner reclama da torcida
.
Em todos os cinco confrontos entre Brasil e Estados Unidos pela Copa Davis o lado com melhor posição no ranking era o americano. A lógica, no entanto, não prevaleceu em quadra. Primeiro, Bruno Soares e Marcelo Melo superaram os irmãos Bryan, maiores duplistas da história. Depois, Thomaz Bellucci virou sobre John Isner, número 16 do mundo. E Thiago Alves, mesmo derrotado, fez frente à Sam Querrey, 121 posições à frente do brasileiro na lista dos melhores da ATP. Mesmo com a queda para a repescagem da competição, as apresentações do elenco capitaneado por João Zwetsch receberam elogios dos rivais americanos.
 
Técnico dos Estados Unidos, Jim Courier lembrou que a teoria nem sempre se confirma na prática. O ex-número 1 do mundo elogiou principalmente as atuações de Bellucci e Thiago, ressaltando que o favoritismo americano reduziu a pressão do lado verde-amarelo.
 
- Não se ganha jogos no papel, mas sim na prática. Talvez até por não ter esse favoritismo os brasileiros jogaram despreocupados, sem peso ou grande cobranças. Thomaz fez uma grande partida contra Isner e o Thiago, mesmo saindo de contusão jogou bem. Sabíamos que não seria simples. Vencedor de dois duelos de simples, incluindo o jogo que sacramentou a despedida do Brasil da elite, Sam Querrey também enalteceu as atuações brasileiras nos confrontos de simples.
 
Para ele, Thiago Alves atuou em um nível bastante superior a sua condição no ranking da ATP.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Dupla brasileira vence duelo na Davis contra os melhores do mundo

Marcelo Melo e Bruno Soares conversam:
sintonia fina em quadra dá fôlego ao Brasil (Foto: EFE)
Duplistas mineiros superam pressão da torcida e provocações de Mike para vencer duelo por 3 sets a 2.

Por SporTV.comJacksonville, EUA

A pressão sobre os ombros estava divida por dois mas, mesmo assim, era enorme. Marcelo Melo e Bruno Soares precisavam vencer a melhor dupla da história para evitar a eliminação ainda na primeira rodada e dar fôlego ao Brasil na Copa Davis. Foi difícil, foi tenso, foi pegado. Mas, com poucos erros e belíssimos lances, os brasileiros seguraram os irmãos Mike e Bob Bryan, suportaram a pressão da torcida e mantiveram vivas as chances do país. Por 3 sets a 2, com parciais de 7/6(6), (7)6/7, 6/4, 3/6 e 6/3, Melo e Soares descontaram o placar da série contra os Estados Unidos para 2 a 1 e garantiram o time verde-amarelo por pelo menos mais um dia na elite do tênis mundial.
 
- Sabíamos que esse era, provavelmente, o maior desafio da nossa carreira. Estava 2 a 0 para os Estados Unidos e jogaríamos contra a maior dupla da história, campeã do Aberto da Austrália. Mas quem torce para a gente acreditava, sabia que era possível, pois já tínhamos vencido eles duas vezes. Mostramos agora a capacidade que temos de jogar juntos, mostramos as duplas que podemos bater. Tenho certeza que o Thomaz vai dar tudo neste domingo e, se jogar, o Thiago também vai dar. Vamos fazer tudo para o Brasil seguir no Grupo Mundial, que é onde merece estar – disse Marcelo Melo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Copa Davis - Brasil encara os EUA na primeira rodada


Confronto começa hoje: Thomaz Belluci abre a disputa contra Sam Querrey; em seguida, Thiago Alves encara o gigante John Isner


A quadra coberta e de piso rápido de Jacksonville (Foto: Marcelo Ruschel/Poa Press)
A partir das 17h, de Brasília, Thomaz Belucci encara Sam Querrey e em seguida, Thiago Alves jogará contra John Isner. No sábado será disputada a partida de duplas: Marcelo Melo e Bruno Soares encaram os irmãos Mike e Bob Bryan. Domingo, a partir das 15h, Bellucci enfrenta Isner e Thiago Alves pega Querrey.
 
Não há dúvidas de que, na teoria, os Estados Unidos são os favoritos no piso rápido da quadra coberta do Jacksonville Veterans Memorial Arena. Maiores campeões da Davis, com 32 títulos, têm a melhor dupla do mundo, que acabou de conquistar o Aberto da Austrália – 13º Grand Slam, parceria mais vitoriosa da história. Isner (16º do mundo) e Querrey (20º) estão acima do melhor brasileiro no ranking, Bellucci (36º). Porém, no papel de azarão e sem a pressão de ter que ganhar diante da torcida, o paulista acredita que a equipe jogará solta e poderá surpreender:

Por GLOBOESPORTE.COMJacksonville, EUA

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Boas Festas


Wayne Ferreira, aposentado do tênis, agora transforma ar em água potável

Wayne Ferreira divulga um de seus geradores em
uma feira de negócios (Foto: Divulgação)
Por Alexandre Cossenza
Rio de Janeiro

Quando Wayne Ferreira deixou o tênis profissional, em 2005, não havia dúvidas. Com 33 anos na época, o sul-africano ex-top 10 precisava de descanso. Com mais de US$ 8 milhões conquistados em prêmios na carreira, deu-se o luxo de tirar dois anos de folga. Queria tempo com os dois filhos. Marcus, o mais velho, tinha 6 anos. Magnus, apenas 1. Depois de 12 meses em casa, contudo, o tédio chegou. Ferreira precisava, em suas palavras, "fazer algo produtivo". A aposentadoria ficou para trás, e o ex-tenista hoje é sócio de uma empresa pioneira em sustentabilidade que usa a umidade do ar para produzir água potável.
 
O caminho pouco comum a ex-atletas começou há 15 anos, quando Ferreira ainda estava em atividade nos torneios da ATP. Seu irmão, que mora no estado americano de Utah, planejava desenvolver uma tecnologia semelhante e vendê-la para o governo sul-africano. A ideia, contudo, não foi adiante na ocasião. Wayne ainda estava concentrado nos torneios. E, mesmo depois de pendurar a raquete, a tarefa não seria das mais fáceis.
 
- Foi meio assustador para mim, porque joguei tênis a vida inteira e não tinha ideia de como montar uma empresa. Precisava de algum parceiro que tivesse uma estrutura de negócio. Tinha um amigo que conheci no circuito e liguei para ele um dia. Ele pesquisou, me ligou de volta e disse: "Acho que temos algo muito bom aqui". Montamos a empresa há cinco anos. É uma tecnologia nova, então leva algum tempo para levá-la ao conhecimento das pessoas, mas estamos indo bem - diz o sul-africano, hoje com 41 anos, enquanto espera o almoço no Copacabana Palace, onde disputa o Grand Champions Rio, o Torneio dos Campeões.
 
Nasceu, então, a Ecoloblue. Seus primeiros produtos eram os chamados "geradores atmosféricos de água". Os aparelhos captam a umidade do ar e transformam em água. Ferreira e seu parceiro instalaram uma montadora na China e começaram a fabricar dois modelos. Um para famílias, capaz de produzir 30 litros de água por dia. O outro, para empresas, gera 6 mil litros diários.
 
No começo, a Ecoloblue concentrou seus negócios no mercado americano. Aos poucos, Ferreira descobriu que o país não era o melhor cenário para suas vendas. "Lá, a água é muito acessível e não custa muito. As pessoas não se importam nem pensam muito nisso". Veio, então, a necessária expansão para outros continentes.
 
- Mudamos o foco para países em desenvolvimento e lugares que precisam de água. Montamos uma rede de distribuição de larga escala, e as pessoas estão usando as máquinas maiores em escolas, hospitais, na agricultura e no uso caseiro. Vendemos principalmente no Oriente Médio e na África - explicou.
 
Hoje, a vida de Ferreira parece ajustada. O período ocioso em casa, que causou até brigas com sua mulher, Liesl, ficou para trás. Ela já não reclama de se sentir sufocada pela presença constante do marido na residência, e ele já voltou a se sentir produtivo. Atualmente, o dia-a-dia do sul-africano inclui cinco horas no escritório e mais duas na academia de tênis que montou em San Francisco, onde mora.
 
Além de bater bola com os filhos, Ferreira mantém-se fazendo o que gosta e treinando para as etapas do Champions Tour, o circuito de veteranos da ATP. Depois dos dois anos sem tocar na raquete, o sul-africano vê com bons olhos a chance de participar de torneios.
 
- Quando comecei a jogar o Champions Tour, comecei a treinar de novo. Os dois primeiros anos (de aposentadoria) foram bons porque me fizeram perceber que eu era muito jovem para não estar fazendo nada. Eu precisava começar algo fora do tênis porque sentia que precisava de sucesso fora do tênis também. Essa era a ideia.
 
18/12/2012 08h05- Atualizado em 18/12/2012 08h29
Globo.com